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Em
janeiro de 1502, os navegadores portugueses
pensaram ter descoberto o que seria
a foz de um grande rio a
este rio deram o nome de
Rio de Janeiro, que viria
a ser o nome da cidade que
se formaria em seus arredores. Na
verdade, não tratava-se de um
grande rio, mas sim de uma
imensa baía, batizada mais tarde Baía de
Guanabara.
Fundada oficialmente por Estácio de Sá em 1565, a cidade recebeu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem ao então Rei de Portugal, com o objetivo de estabelecer um núcleo fortificado, visando a posse e proteção da Baía de Guanabara. Algumas décadas mais tarde, a cidade já assumira uma nova atividade, como porto exportador do açúcar proveniente da área canavieira do recôncavo da Guanabara. No século XVIII o porto do Rio passou também a escoar metais preciosos provenientes das Minas Gerais. No ano de 1763 substituiu Salvador como capital do Vice-Reino do Brasil, e esta condição de capital do país perdurou até 1960, com a inauguração de Brasília. O grande impulso no desenvolvimento do Rio de Janeiro ocorreu somente no inicio do século XIX, em função dos melhoramentos introduzidos com a chegada da família real portuguesa em 1808, devido às guerras napoleônicas. Neste período, a cidade teve sua posição político-administrativa fortalecida como capital do império e, principalmente, como centro econômico e financeiro da vasta zona produtora de café inserida em terras fluminenses e mineiras. Desta forma, a cidade tornou-se a metrópole regional de grande parte do sudeste brasileiro, tendo acrescentado às demais uma nova vocação: a industrial, o que muito contribuiu para acelerar o ritmo de seu crescimento demográfico, fazendo com que a cidade se expandisse das praias do Atlântico às baixadas e colinas da Guanabara. Como capital, usufruiu a condição de primeira metrópole do país, inclusive quanto à população. Esta somente foi superada por São Paulo por volta de 1950. A transferência da capital brasileira para Brasília, em abril da 1960, não causou grandes perturbações no crescimento demográfico da cidade, que manteve sua condição de movimentado centro comercial, principalmente em função da presença do porto, que é o segundo em movimentação de carga no país, superado apenas pelo de Santos. Como
centro cultural e de serviços, a influência
do Rio de Janeiro, estende-se ao estado do Rio
de Janeiro, Zona da Mata de Minas Gerais e ao estado do Espírito
Santo. Divide com São Paulo o papel
de metrópole nacional,
partilhando com Brasília
algumas funções político-administrativas, pois
ainda concentra algumas sedes de
órgãos da administração federal e de empresas estatais.
Atualmente a população da cidade do
Rio de Janeiro é de aproximadamente 5,5 milhões
de habitantes, mas não se deve deixar de levar em consideração
a população das cidades que gravitam em torno da
metrópole, como Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque
de Caxias, etc., o que eleva a população
da região de influência do grande Rio para quase 8 milhões de habitantes.
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